A água acabou?

torneiraA água ainda não acabou, mas está cada vez mais rara. A região sudeste do Brasil tem enfrentado uma flagrante mudança climática nos últimos anos. Era característica marcante da nossa localidade um período de chuvas abundante durante todo o verão. Nos últimos três anos tivemos uma estação com chuvas muito abaixo do normal, principalmente próximo a grandes cidades.
Trata-se de um fato, algo mudou no clima de nossa região. Uma massa de ar quente e seca estacionou-se na região de São Paulo, e impede a regularidade da chegada das nuvens tanto da região amazônica como do sul do país. Pessoas com mais idade não se recordam de algo parecido no clima do país, os mais jovens também, gerando um clima quase apocalíptico inédito em nossa sociedade.
O ano de 2014 foi, segundo a NASA, o mais quente já registrado pela humanidade. A razão da mudança climática está intrigando o meio científico, mas a causa mais provável, para não se dizer óbvia, decorre da consequência do aumento da população do planeta que até o ano de 1.500 era de menos de 1 bilhão de pessoas, hoje somos mais 7 bilhões. Essa quantidade de pessoas por si não seria a causa do aquecimento global, mas sim a falta de um crescimento sustentável, principalmente na geração de resíduos que poluem o meio ambiente de diversas formas, o principal vilão seria a emissão de gás carbônico.
Mas não pretendemos adentrar profundamente nas causas do aquecimento global e ausência de chuvas na região Sudeste, mas entender que a realidade, infelizmente, mudou: a água é um recurso limitado e finito. O processo é ainda de aceitação. Precisamos aprender a conviver com uma quantidade de águas menor, em suma, é preciso reaprender a viver, o que não é fácil para gerações como a nossa em que tínhamos a sensação de que a água era infinita.
E como vamos aprender a conviver com menos água? A resposta é simples, conhecendo a realidade de regiões que convivem com esse fenômeno, não existe fórmula mágica. O aproveitamento de águas das chuvas, instalação de torneiras automáticas, banhos rápidos. Lavar o carro com menos frequência e com um pano úmido etc. As medidas de redução do consumo são quase infinitas, limitadas à criatividade e boa vontade das pessoas.
Ultrapassada a fase da aceitação e aprendizado, resta-nos lutar para que a situação possa ser revertida e não existe melhor solução ou alternativa do que plantar árvores. Somente com a proteção dos mananciais e repovoamento da Terra com seu principal habitante que é a ÁRVORE será possível manter acesa a esperança de um mundo melhor para as futuras gerações.

Escrito por Marcelo Melo

Registrador imobiliário em Araçatuba, São Paulo. Mestre em Direito Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP. Especialista em Direito Imobiliário pela Universidade de Córdoba, Espanha e Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais-PUCMINAS.

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